LARGO esquerdo DA ORDEM
Das chagas da igreja, quebrando a ordemse ouvem blasfêmias
quando as fêmeas de raças diversas
procuram a praça prá se cruzar.
Quando uma virgem
maria aparecida da vida
pronuncia o seu santo nome em vão.
Quando uma ave maria cheia de graça
passa na praça
e não pára para rezar.
Das Ruínas, femininaa cívica união das meninasse reserva, se preservados olhares de quem passa,quem cruza, quem caça, quem reza,quem roga uma praga no calçadão.Nossas boas senhoras do Rosáriorogam por nós, pecadores solitárioscaçadores de tesouros noturnosBebedouros, Operáriosdo Largo esquerdo da Ordem.Acendem velas para o cura da capelapela não abolição da escravaturados pretos bonitosda Igreja dos mortos de São Benedito.A fibra de vidro dos ponteiros do Relógioconta com floresquantas foram as horaspremeditadamente matadasnas Arcadas Franciscanase denuncia o atraso no encontro marcadona frente da crente Presbiteriana.
Água benta, água ardente
arte sacra, arte nata
boates, beatas
brotam no mesmo chão.
O Largo é um misto
de santo e profano.
O Largo é isto: espelho curitibano